Home Data de criação : 10/01/24 Última atualização : 11/12/14 07:19 / 128 Artigos publicados

LINDO POEMA (LÉS)  escrito em domingo 24 janeiro 2010 09:16

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                                                             Fundem-se duas fêmeas, dulcíssimas, eróticas,

Sobre um leito nervoso de penas de pavão

E numa ardência calma, brandas e simpáticas,

Beijam-se, inscientes, com meiguice e devoção.

Tangem as liras feitas de rósea e branca pele,

Deslizam suavemente na carnação perfeita,

Parece o feroz urso buscando o doce mel,

Com a mão remexendo, onde a colmeia é estreita.

Circula a langorosa língua, oferecendo

Amorosas iguarias, servidas com ardor,

      E revirando os olhos, a de baixo, recolhendo,

Com nervoso dedinho, esfrega em baixo a flor.

Movem-se, elegantes, a languidez felina,

Entrando na floresta, à procura de alimento,

Num espasmo de prazer, o corpo sobe, empina,

Como se revelasse o excelso pensamento.

Nem diálogos, nem versos, nem promessas,

Nem vãs declarações de afecto, de união,

Unem corpos esbeltos apenas em compressas,

E saciadas vencem leis da vida e da Razão.

São duas rolas firmes, discretas e perfeitas,

           Juntam-se como irmãs unidas, recolhendo,

A linfa, escorregando pelas pernas direitas

Com lábios secos vai bela ninfa bebendo.

 

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AQUI...ME ENCONTRO ...  escrito em domingo 24 janeiro 2010 09:22

                                                

uma esplanada decorada de belas flores,

Onde ignoram guerras longínquas do Oriente,

Sentam-se, impalpáveis, lançam de amor odores

Ainda concebidos nas noites, no presente.

As orquídeas são lascivas abrindo as coxas,

Oferecendo altares, onde o assassino dança,

Deixam as pétalas mimosas, róseas, roxas,

Que saciam corpos moles sem alma e esperança.

Deprimido, acompanhado só pela loucura,

Que determina o estado instável dos nervos,

Eu regozijo com promessas na noite escura,

Serem sempre nos prelúdios obscenos, servos.

Os risos são harpias, roçando no meu rosto,

Tingido de insolúvel tédio nas conversas,

Só lúbricas imagens temperam antigo gosto,

Quais virgens vestais se convertem em perversas.

Duas línguas nervosas buscam toda a arte,

Como numa luta de serpentes, se enrolando,

Esperando que sucumba, uma, noutra parte,

E finjo haver nos versos bocas me beijando.

Escavam túneis secretos, transbordam lagos

De transparentes águas, caindo em cascatas,

E como acendem lâmpadas, chupões, afagos

Trocam-se, como gado, velharias baratas.

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AMOR ENTRE MULHERES  escrito em domingo 24 janeiro 2010 09:57

                                                            

 Existe em mim, um vírus que demora e drena,

a minha alma pedante, ferve em sangue e amor,

Quem na mente pinta lúbrica tela, amena

Paisagens de prazer, lascívia ardente e dor.

Enquanto a clara luz do dia afasta estrelas,

Veste-se andarilhos, espartilhos apertados,

Que esmagam seios dóceis, meigos, sentinelas

Numa vaidade bela e louca aconchegados.

Almas de amazona, montando seus corcéis,

Buscam na liça dura, peleja que valha,

Na noite de cores, pintores e pincéis,

De odores onde astuta mente se embaralha.

Virgem, na coluna de assento etéreo e doce,

Escondida nos recantos de antros de prazer,

Ó mulher experiente, em mim dormes se fosse,

Inexaurível fonte de eterna água a escorrer.

Ó predador perdido em cio de martírio,

Que nem um pensamento tens de lucidez,

Extasiado e louco, pelo cheiro do lírio,

Que por ti passa e lança, olhar com avidez.

Por entre a multidão gritante, enlouquecida,

Vejo-te honrar o deus que lhe chamavam Liber,

Enchendo de licor, a alma enraivecida,

Fintando esguia sorte, nas horas de esquecer.

Num sorvo de poeta embriagado e louco,

Bebendo em Hélicon, águas sacras do monte,

esse licor vermelho, a nada sabe e a pouco,

Na hora em que te beijam a pesada fronte.

Tão fácil se torna. A presa se te oferece,

E tu, leão dourado, viril, jovem, radiante

Dissipa-se a nervosa hesitação... e aquece,

Todas as curvas partes, a sua boca hiante.

Já és capaz de ouvir o entrechocar dos sexos,

Palpitações constantes, entre homem e mulher,

Despindo mundo vão de inúteis, mil complexos,

Na sala sumptuosa, onde tu vais comer.

Escorre pela vara entumecida o sangue,

Constante latejar no pânico, ansiedade,

Na fêmea, em toda a parte, no espírito exangue,

Longe de distinguir a mentira e verdade.

Cambaleando, vai seguindo os tortos passos,

Da armadilha montada de astuto predador,

Rompe véu de estrelas, surgem doces abraços

Fingindo ser sonhado o verdadeiro amor.

As velas odoríferas... queima-se incenso,

Ouve-se escorregar no vidro o doce vinho,

As palavras tornam-se ásperas.

Põe-se tenso,

O criminoso com experiência, com carinho.

No chão espalhada a roupa, a ausente luz,

À volta dançam línguas quentes do inferno,

A beleza reunida entre dois corpos nus,

Que ardor oferece em noite fria de Inverno.

Os beijos os delíquios pelas partes de baixo,

Entrando dedos pela mansão dos desejos,

A língua revirando a sombra, a glande, o facho,

Ardente turbilhão de furiosos beijos.

Dolentes vagas quentes ,de um fluxo sanguíneo,

No bombear do sangue o coração nervoso,

Desfalecem os dois, exaustos, o declínio,

Na noite igual a outras de sexo estrepitoso.

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LEMBRE-SE: SE GOSTOU DEIXE SEU COMENTARIO  escrito em domingo 24 janeiro 2010 10:00

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LINDO POEMA  (POEMAS) escrito em domingo 24 janeiro 2010 10:06

Blog de soumeninamasgostodemeninas : CANTINHO DAS MENINAS, LINDO POEMA

 

Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver Amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé ao ponto de transportar montes, se não tiver Amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver Amor, nada disso me aproveitará. O Amor é paciente, é benigno, o Amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Amor jamais acaba; mas havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Porque agora vemos como em espelho, obscuramente, então veremos face a face; agora conheço em parte, então conhecerei como sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o Amor, estes três: porém o maior destes é o Amor. 1 CORÍNTIOS, 13 Em nosso mundo há cerca de 3 bilhões de pessoas vivendo com menos de 2 dólares por dia! Por favor, não esperemos furacões e terremotos para olhar para o próximo! A necessidade existe hoje, agora! E ela pode se tornar gratidão, integração e amor; ou se degenerar em inveja, desintegração e ódio. Este é o nosso destino social e comum! "Não basta ser santo: é necessário a santidade que o momento presente exige, uma santidade nova, também ela sem precedentes... O mundo precisa de Santos que tenham genialidade, como uma cidade onde grassa a peste tem necessidade de médicos" Simone Weil, Attesa di Dio, 2ª ed., Milão 1984, 69-70. Santo? Um santo é apenas alguém que se dispôs e se dedicou um pouco mais a olhar e auxiliar o próximo. O mundo está repleto de santos grandes, pequenos; para muitos ou para uma única pessoa. Buscar a Deus é buscar a Humanidade, a Natureza, o Universo e Além. O sentido último da vida está na transcendência de si e no surgimento do Outro, do Infinito e de Deus! Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos foi a mim mesmo que o fizestes. (Mateus 25,40) A atenção é a forma mais rara de generosidade. Simone Weil Só o Amor nos conduz ao próximo! Só o Amor nos religa ao Mundo! Só o Amor acende nossa dourada chama divina! Amem! Amem! Amem! Amém!

 

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